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Exposição solar

Cancro da pele: porque a prevenção e a deteção precoce continuam a ser fundamentais

Tempo de leitura : 4 min

Cancro da Pele: Prevenção, Sinais de Alerta

O cancro da pele é o tipo de cancro mais frequente a nível mundial e a sua incidência tem vindo a aumentar nas últimas décadas. Embora muitos casos possam ser tratados com sucesso quando detetados precocemente, a prevenção continua a ser a estratégia mais eficaz para reduzir o risco e proteger a saúde da pele.

 

A exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), proveniente do sol ou de fontes artificiais como os solários, é reconhecida como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de cancro cutâneo. Por esse motivo, compreender os efeitos da radiação solar e adotar hábitos de fotoproteção adequados são passos essenciais para uma relação mais saudável com o sol.

O sol: benefícios e riscos

 

 

A exposição solar desempenha um papel importante na síntese de vitamina D, fundamental para a saúde óssea, muscular e imunitária. Além disso, a luz solar influencia positivamente o bem-estar psicológico, contribuindo para a regulação do humor e dos ciclos de sono.

 

No entanto, estes benefícios não eliminam os riscos associados à exposição excessiva. Quando a pele recebe doses elevadas de radiação UV ao longo do tempo, podem ocorrer danos cumulativos que aumentam o risco de queimaduras solares, manchas, envelhecimento precoce da pele e desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas e cancerígenas.

 

A exposição solar deve, por isso, ser equilibrada e responsável.

Como a radiação UV afeta a pele

 

 

A radiação ultravioleta pode provocar alterações no ADN das células cutâneas. Embora a pele possua mecanismos naturais de reparação, a exposição repetida e prolongada pode ultrapassar a sua capacidade de defesa.

 

Ao longo dos anos, estes danos acumulados podem contribuir para o aparecimento de diferentes tipos de cancro da pele, incluindo:

  • Carcinoma basocelular;
  • Carcinoma espinocelular;
  • Melanoma.

 

O melanoma representa uma menor percentagem dos casos, mas é considerado o tipo mais agressivo devido à sua maior capacidade de disseminação.

Quem apresenta maior risco?

 

 

Embora qualquer pessoa possa desenvolver cancro da pele, alguns fatores aumentam significativamente o risco:

 

  • História pessoal ou familiar de cancro cutâneo;
  • Pele clara, olhos claros ou tendência para queimaduras solares;
  • Exposição solar intensa e repetida ao longo da vida;
  • Queimaduras solares frequentes, especialmente durante a infância e adolescência;
  • Presença de múltiplos sinais ou manchas pigmentadas;
  • Utilização de solários;
  • Estados de imunossupressão.

 

A combinação destes fatores reforça a importância da vigilância regular da pele e do acompanhamento dermatológico sempre que necessário.

Quatro mulheres à luz do sol, protegidas por FPS

Cinco medidas essenciais de fotoproteção

 

 

A proteção solar não deve limitar-se aos dias de praia. A radiação UV está presente durante todo o ano e pode afetar a pele mesmo em dias nublados.

Para reduzir os riscos associados à exposição solar, recomenda-se:

 

Sempre que possível, deve evitar-se a exposição direta entre as 11h00 e as 17h00, período em que a radiação UV atinge níveis mais elevados.

 

 

A sombra ajuda a reduzir significativamente a exposição direta ao sol, especialmente durante os períodos de maior intensidade.

 

 

Chapéus de abas largas, óculos de sol com filtro UV e roupa adequada constituem uma barreira física eficaz contra a radiação solar.

 

 

 

O protetor solar deve ter um SPF igual ou superior a 30 e ser reaplicado de duas em duas horas, ou após banhos e transpiração intensa.

 

A eficácia do produto depende também da quantidade aplicada. Uma aplicação insuficiente reduz significativamente o nível de proteção obtido.

 

 

As fontes artificiais de radiação UV estão associadas a um aumento do risco de cancro da pele e não constituem uma alternativa segura à exposição solar natural.

 

Como identificar sinais que merecem atenção

 

A observação regular da pele permite reconhecer alterações que possam justificar avaliação médica.

 

Uma das ferramentas mais utilizadas para identificar sinais potencialmente suspeitos é a regra ABCDE:

  • A – Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;
  • B – Bordos: contornos irregulares ou mal definidos;
  • C – Cor: presença de várias tonalidades na mesma lesão;
  • D – Diâmetro: superior a 6 mm;
  • E – Evolução: alterações recentes de tamanho, forma, cor ou relevo.

 

Qualquer alteração que desperte dúvida deve ser observada por um dermatologista.

O valor da deteção precoce

 

 

A deteção precoce continua a ser uma das ferramentas mais eficazes no combate ao cancro da pele.

 

Quando identificadas numa fase inicial, muitas lesões podem ser tratadas com maior eficácia e menor impacto para a saúde do doente. Por essa razão, a observação regular da pele, associada a hábitos adequados de fotoproteção, desempenha um papel fundamental na prevenção e no diagnóstico precoce.

 

Mais do que evitar queimaduras solares, proteger a pele significa preservar a sua saúde a longo prazo.

Rastreios dermatológicos gratuitos em agosto

 

 

Neste verão, a Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional Sul promove uma nova edição dos rastreios de cancro da pele em várias praias portuguesas, com o apoio da BIODERMA.

 

Os rastreios são realizados por dermatologistas e têm como objetivo identificar precocemente lesões suspeitas, sensibilizar para a importância da prevenção e facilitar o encaminhamento médico quando necessário.

 

Consulta as datas e os locais dos rastreios na página da iniciativa e descobre onde nos podes encontrar ao longo do mês de agosto.

 

DESCOBRE A INICIATIVA